quarta-feira, 10 de junho de 2015

Embora seja a coisa mais certa que temos a verdade é que nos custa quando vimos ela acontecer: a morte.
Sentimos um aperto no coração quando um familiar ou um amigo deixa esta vida. 
E lá vamos acompanhá-lo até ao cemitério, passar umas horas no velório, para dar-lhe o último adeus e cumprimentar a família, ou sem fazer nada disso homenageamo-lo em casa ou noutro sitio qualquer remoendo  o valor da existência com o lugar comum para a circunstância "não somos nada".
A morte faz-se apresentar de diversa forma, não da mítica representação de gadanha em punho, mas, nestes tempos modernos, de muito mais sofisticada maneira.
Ao meu primo Jaime um homem bom que foi feliz à sua maneira, a morte vestiu-se de bactéria, de tal forma eficiente, que lhe atacou o aparelho respiratório e em pouco mais de três dias acabou com ele, ao meu vizinho Camolas um homem bem disposto, disfarçou-se de cancro que sadicamente o foi consumindo durante meses, o meu amigo Luís Varela morreu ontem, mais uma vez ela pôs a fatiota da moda e cancerigenamente o levou, também ontem se encarregou de levar o meu colega e amigo Nuno Melo, com este ela agiu friamente liquidou-o antes de chegar o órgão que o podia salvar. E tudo isto em menos de um mês
Eu sei que todos os dias a morte faz desaparecer da terra muitas pessoas, eu sei, tal como iniciei este escrito, que mal nascemos a única coisa que temos certa é a morte, mas as pessoas que falei eram-me próximas por isso a magoa é maior e vêm à ideia memórias que passam como um filme.
A dor e a magoa vai desaparecer, mas as memórias essas ficam para nos encher alegremente a alma até que ela disfarçada de qualquer coisa nos levar.