sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Louvado seja o petróleo

É admiravél como nos deixámos dominar por essa rocha sedimentar líquida, de origem mineral, que se encontra no subsolo em jazigos, e que consiste numa mistura principalmente de hidrocarbonetos sólidos, líquidos e gasosos;
óleo natural inflamável do qual se extraem, por destilação, inúmeros produtos, como a gasolina, o gasóleo, o querosene, a parafina, a vaselina, etc.
(tirado do dicionário).
E como nos enredamos na magia do seu sobe e desce...
A esse respeito sofremos nas bombas de combustivel, basta ouvir as reportagens televisivas feitas nos postos de abastecimento e o rol de queixas é interminável ora por que sobe, ora por não ter descido o suficiente em comparação com o aumento anterior.
E também temos a vaselina que vem do petróleo vai com certeza sofrer com este para baixo e para cima, embora já esteja habituada.
Ora no nosso querido Portugal o sobe e desce do petróleo tem efeitos dominadores, é aliás o denominador comum dos discursos dos nossos iluminados políticos, e o que ouvimos?
- Temos que apostar nas energias alternativas.... e rebébeu e rebébeu...
Imaugura-se uma fábrica de componentes para moinhos de produção de energia eólica para vender ao estrageiro.
E nós?... rebébeu, rebébeu...
O petróleo baixa e as grandes companhias aumentam o preço dos combustiveis.
E nós?(os politicos)...rebébeu, rebébeu...
Quando a Fundação Calouste Gulbenkian tinha as bibliotecas itinerantes e grande parte das aldeias portuguesas não tinham luz, numa dessas aldeias do Alentejo profundo, todos os meses passava lá a carrinha distibuindo livros para leitura graciosa.
Ora o tio Manuel da Aurora era um homem de poucas letras mas que gostava daquelas leituras assim que a carrinha aparecia lá na aldeia lá ia trocar o seu livrinho já lido por outro para ler ao serão alumiado pelo candeiro a petróleo e desde o Eça de Queiroz até às aventuras do Julio Verne tudo servia.
Um dia admirado por nunca lhe terem pedido dinheiro pelos livros o tio Manuel perguntou:
- Ó senhor, como é que é isto de vocês não levarem dinheiro pelo aluguer dos livros? Estas coisas são caras não são?
- São, mas quem paga é a Fundação Calouste Gulbenkian. Respodeu o senhor.
- Então essa Fundação tem muito dinheiro, para dar estas coisas assim de graça!?
- Tem muitos rendimentos. Disse sorridente o funcionário.
- E esses rendimentos vêm donde, das herdades?
- Não, vêm do petróleo.
- Ah! agora precebo. - disse o tio Manuel - por isso desde que vocês cá vêm eu gasto o dorbro do dinheiro em petróleo.
E nós cá...rebébeu rebébeu....