segunda-feira, 7 de julho de 2008

Hooligans de gravata

Não sei se são acessos de preguiça, se estou amorfo a tudo o que se passa neste país à beira mar plantado, o facto é que deixei de escrever e amim próprio pergunto porquê.
Esta vontade que me deu hoje de alinhavar aqui umas palavras, não sei se será para continuar, mas agora apetece-me e vou por aí fora com o meu pensamento sem o policiamento do novo futuro acordo ortográfico, ou seja: escrevendo à moda de cá.
Várias coisas neste momento fazem parte das nossas preocupações altamente propaladas pelos médias desde a imprensa escrita até aos audio visuais, supremos manipuladores da opinião pública: o aumento do petróleo que nos está a fazer securas, o senhor Mugabe e as suas fraudes eleitorais, o fogo na avenida da Liberdade ( como se nós não sentissemos que a Liberdade à muito que está a arder) e o que parece ser a maior desgraça nacional as trapaças do futebol.
Nada nos jornais impressos, rádiofónicos, ou televisivos é mais importante que o santo futebol, que põe esta massa de iliterados em lutas intestinas, que alguns bem falantes aproveitam para se promoverem e outros para aumentarem o seu já farto pecúlio.
É um desporto que adoro, o futebol, eu vibro e encanto-me com a hablidade dos intervenientes mas sobretudo pelo seu colectivismo, por todos serem por todos.
Agora esta panóplia de aldrabices que nos fazem soar insistentemente em nome do futebol, arvorando a bandeira da democracia ou zurzindo a espada do estado de direito, nada tem a ver
com o sádio confronto de onze contra onze.
Que nome hei-de dar a estes senhores mandantes do futebol que os únicos pontapés que dão é na verdade desportiva?
Já sei:
HOOLIGANS DE GRAVATA.