quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O que é talvez?

Pela minha vida fora tentei sempre ser mais observador do que crítico, embora considere a crítica necessária para que a partir dela se analise os erros ou a sua não existência.
Dizia um amigo meu que quem não sabe fazer crítica, o que não quer dizer que seja um mau crítico, e acrescentava, de um mau vinho pode nascer um excelente vinagre.
Mas como observador acritico não consigo compreender as manigâncias que parecem existir à minha volta.
A saber:
O Presidente veta a lei e depois aprova a mesma lei fazendo acompanhar essa aprovação de um relatório (digamos) a dizer que não gosta dela.
Enquanto as pessoas passam mal arranjam-se milhões para salvar os bancos em nome da salvação da economia.
Nacionaliza-se um banco para garantir os depósitos dos clientes, o que está correcto. Mas onde está o ladrão ou ladrões, o vigarista ou vigaristas, o cavador ou cavadores que abriram o buraco de 700 milhões de euros?
E afinal parece que todo o Mundo depende de um só país imperialista ao estilo romano que elgeu um presidente que talvez vá mudar o MUNDO!??????

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Louvado seja o petróleo

É admiravél como nos deixámos dominar por essa rocha sedimentar líquida, de origem mineral, que se encontra no subsolo em jazigos, e que consiste numa mistura principalmente de hidrocarbonetos sólidos, líquidos e gasosos;
óleo natural inflamável do qual se extraem, por destilação, inúmeros produtos, como a gasolina, o gasóleo, o querosene, a parafina, a vaselina, etc.
(tirado do dicionário).
E como nos enredamos na magia do seu sobe e desce...
A esse respeito sofremos nas bombas de combustivel, basta ouvir as reportagens televisivas feitas nos postos de abastecimento e o rol de queixas é interminável ora por que sobe, ora por não ter descido o suficiente em comparação com o aumento anterior.
E também temos a vaselina que vem do petróleo vai com certeza sofrer com este para baixo e para cima, embora já esteja habituada.
Ora no nosso querido Portugal o sobe e desce do petróleo tem efeitos dominadores, é aliás o denominador comum dos discursos dos nossos iluminados políticos, e o que ouvimos?
- Temos que apostar nas energias alternativas.... e rebébeu e rebébeu...
Imaugura-se uma fábrica de componentes para moinhos de produção de energia eólica para vender ao estrageiro.
E nós?... rebébeu, rebébeu...
O petróleo baixa e as grandes companhias aumentam o preço dos combustiveis.
E nós?(os politicos)...rebébeu, rebébeu...
Quando a Fundação Calouste Gulbenkian tinha as bibliotecas itinerantes e grande parte das aldeias portuguesas não tinham luz, numa dessas aldeias do Alentejo profundo, todos os meses passava lá a carrinha distibuindo livros para leitura graciosa.
Ora o tio Manuel da Aurora era um homem de poucas letras mas que gostava daquelas leituras assim que a carrinha aparecia lá na aldeia lá ia trocar o seu livrinho já lido por outro para ler ao serão alumiado pelo candeiro a petróleo e desde o Eça de Queiroz até às aventuras do Julio Verne tudo servia.
Um dia admirado por nunca lhe terem pedido dinheiro pelos livros o tio Manuel perguntou:
- Ó senhor, como é que é isto de vocês não levarem dinheiro pelo aluguer dos livros? Estas coisas são caras não são?
- São, mas quem paga é a Fundação Calouste Gulbenkian. Respodeu o senhor.
- Então essa Fundação tem muito dinheiro, para dar estas coisas assim de graça!?
- Tem muitos rendimentos. Disse sorridente o funcionário.
- E esses rendimentos vêm donde, das herdades?
- Não, vêm do petróleo.
- Ah! agora precebo. - disse o tio Manuel - por isso desde que vocês cá vêm eu gasto o dorbro do dinheiro em petróleo.
E nós cá...rebébeu rebébeu....

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Hooligans de gravata

Não sei se são acessos de preguiça, se estou amorfo a tudo o que se passa neste país à beira mar plantado, o facto é que deixei de escrever e amim próprio pergunto porquê.
Esta vontade que me deu hoje de alinhavar aqui umas palavras, não sei se será para continuar, mas agora apetece-me e vou por aí fora com o meu pensamento sem o policiamento do novo futuro acordo ortográfico, ou seja: escrevendo à moda de cá.
Várias coisas neste momento fazem parte das nossas preocupações altamente propaladas pelos médias desde a imprensa escrita até aos audio visuais, supremos manipuladores da opinião pública: o aumento do petróleo que nos está a fazer securas, o senhor Mugabe e as suas fraudes eleitorais, o fogo na avenida da Liberdade ( como se nós não sentissemos que a Liberdade à muito que está a arder) e o que parece ser a maior desgraça nacional as trapaças do futebol.
Nada nos jornais impressos, rádiofónicos, ou televisivos é mais importante que o santo futebol, que põe esta massa de iliterados em lutas intestinas, que alguns bem falantes aproveitam para se promoverem e outros para aumentarem o seu já farto pecúlio.
É um desporto que adoro, o futebol, eu vibro e encanto-me com a hablidade dos intervenientes mas sobretudo pelo seu colectivismo, por todos serem por todos.
Agora esta panóplia de aldrabices que nos fazem soar insistentemente em nome do futebol, arvorando a bandeira da democracia ou zurzindo a espada do estado de direito, nada tem a ver
com o sádio confronto de onze contra onze.
Que nome hei-de dar a estes senhores mandantes do futebol que os únicos pontapés que dão é na verdade desportiva?
Já sei:
HOOLIGANS DE GRAVATA.