Quando acabar de escrever estas linhas, provavelmente o Dia Internacional da Paz já acabou, e não começarão novas guerras porque as antigas nunca acabaram (e quando digo antigas, digo muito antigas mesmo, creio que desde a nossa origem como humanos).
E o facto é que pouca inportância se deu à efeméride, pelo menos no nosso país, nos notíciários radiofónicos e televisivos, não dei conta de qualquer referência, na imprensa escrita apenas uma referência engraçada num cartoon do Correio da Manhã.
Mas de guerras informou-se com fartura: a guerra Mourinho, a guerra Scolari, a guerra da Assembleia da República, a guerra de Israel contra a Síria e conta a faixa de Gaza, a guerra do aumento do petróleo (principal promotor de guerras), a guerra do ano lectivo que começou, a guerra do Iraque, Afeganistão e Darfur, a guerra do senhor Ayman Al-Zawahiri que até quer reconquistar a Andaluzia, as guerras que o Bush e seu apaniguados andam a engendrar, muitas outras que fastidioso seria estar para aqui a arrolar.
Mas curioso: num intervalo da transmissão em directo da Volta à Espanha em bicicleta, a TVE mostrou uma pomba branca com o respectivo raminho de oliveira informando e lembrando que era o Dia Internacional da Paz (espanholadas).
Em 1981 a Assembleia Geral da ONU criou este dia. Kofi Annan secretári geral disse em 1998:“a todos os líderes das nações em guerras que deixassem de lado suas próprias ambições e que pensassem no seu povo, que resistissem a tentação de buscar a glória por meio das conquistas e que reconhecessem que a capacidade de governar pacificamente, por si mesmo, traria para eles e seus povos as recompensas que merecem”, Mais tarde em 21 de Setembro de 2006, o mesmo Kofi Annan afirmou: Há vinte e cinco anos, a Assembleia Geral [da ONU] proclamou o Dia Internacional da Paz como um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo. Desde então a ONU tem celebrado este dia, cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz.
O Papa Paulo VI criou a 8 de dezembro de 1967 o Dia da Paz que depois passou a ser denominado Dia Mundial da Paz que é celebredo no dia primeiro de cada ano.
A verdade é que no primeiro dia do ano grande parte das gentes pensa é em curar a ressaca provocada pelos festejos, o que, diga-se de passagem, é uma boa maneira de estar em paz.
É triste: há quarenta anos um Papa quiz a paz por um dia, há vinte e seis anos a ONU criou mais outro dia da paz.
Então e nos outros dias do ano?

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