quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Pergunta

Desde segunda feira que só se fala na imprensa (toda) da distribuição, creio que gratuita, de seringas nas prisões para que os reclusos toxicodependentes se possam injectar à vontade sem correr o risco de apanharem doenças infecto-contagiosas como a sida, a hepatite (A, B ou C...) e/ou outras.
Até aqui tudo bem, os nossos impostos vão pagar as seringas.
Mas pergunta que eu gostava que me respondecem, é esta:
Quem é que paga a droga?

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Dia Internacional da Paz

Quando acabar de escrever estas linhas, provavelmente o Dia Internacional da Paz já acabou, e não começarão novas guerras porque as antigas nunca acabaram (e quando digo antigas, digo muito antigas mesmo, creio que desde a nossa origem como humanos).
E o facto é que pouca inportância se deu à efeméride, pelo menos no nosso país, nos notíciários radiofónicos e televisivos, não dei conta de qualquer referência, na imprensa escrita apenas uma referência engraçada num cartoon do Correio da Manhã.
Mas de guerras informou-se com fartura: a guerra Mourinho, a guerra Scolari, a guerra da Assembleia da República, a guerra de Israel contra a Síria e conta a faixa de Gaza, a guerra do aumento do petróleo (principal promotor de guerras), a guerra do ano lectivo que começou, a guerra do Iraque, Afeganistão e Darfur, a guerra do senhor Ayman Al-Zawahiri que até quer reconquistar a Andaluzia, as guerras que o Bush e seu apaniguados andam a engendrar, muitas outras que fastidioso seria estar para aqui a arrolar.
Mas curioso: num intervalo da transmissão em directo da Volta à Espanha em bicicleta, a TVE mostrou uma pomba branca com o respectivo raminho de oliveira informando e lembrando que era o Dia Internacional da Paz (espanholadas).
Em 1981 a Assembleia Geral da ONU criou este dia. Kofi Annan secretári geral disse em 1998:“a todos os líderes das nações em guerras que deixassem de lado suas próprias ambições e que pensassem no seu povo, que resistissem a tentação de buscar a glória por meio das conquistas e que reconhecessem que a capacidade de governar pacificamente, por si mesmo, traria para eles e seus povos as recompensas que merecem”, Mais tarde em 21 de Setembro de 2006, o mesmo Kofi Annan afirmou: Há vinte e cinco anos, a Assembleia Geral [da ONU] proclamou o Dia Internacional da Paz como um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo. Desde então a ONU tem celebrado este dia, cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz.
O Papa Paulo VI criou a 8 de dezembro de 1967 o Dia da Paz que depois passou a ser denominado Dia Mundial da Paz que é celebredo no dia primeiro de cada ano.
A verdade é que no primeiro dia do ano grande parte das gentes pensa é em curar a ressaca provocada pelos festejos, o que, diga-se de passagem, é uma boa maneira de estar em paz.
É triste: há quarenta anos um Papa quiz a paz por um dia, há vinte e seis anos a ONU criou mais outro dia da paz.
Então e nos outros dias do ano?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Meu querido Bocage

Não quero estragar o teu aniversário com queixumes, pois na quatratura poética da tua obra não cabe este estilo usual da nacional desgraça, tu lutavas e desdidizias-te o que é próprio dos génios.
Eu adoro os teus sonetos e quando os leio decubro sempre coisas novas que nos querias dizer, ou talvez não soubesses que as querias dizer, é por isso que eu fico largos tempos sem te ler e desisti de decorar os teus versos, para ter o prazer de os achar de novo e de forma diferente.
Hoje li-te com olhos de século XXI, como anteriormente te li com olhos de século XX e nos diversos estádios da minha existência e ao recordá-los quase que consigo definir as etapas do meu desenvolvimento intelectual
Aos quinze anos "Olha, Marilia, s flautas dos pastores.... Vê como ali, beijando-se, os Amores incitam nossos ósculos ardentes!..." aos dezoito anos "Amor ou dersfalece, ou pára, ou corre; e,segundo as diversas naturezas, um profia este esquece, aquele morre." aos vinte anos e por aí adiante "Quem se vê maltratado e combatido pelas cruéis angústias da indigência, quem sofre de inimigos a violência, quem geme de tiranos oprimido..." e depois "liberdade , onde estás? Quem te demora...." ou "Liberdade querida e suspirada...".
Hoje és muito mais do que isso tudo, mas continuas a ser além do grande poeta, o exemplo do contestatário inteligente, do irreverente crédulo na esperança, do amante amado sobre todos os amores (às vezes traídos), do humanisno ditado pelo coração, uma bandeira da liberdade.
Meu amigo... aqui e agora não irias gostar desta democracia de grilhetas envoltas em de veludo grenat.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Ausência

Vou-me ausentar e descansar à sombra dos pinheiros, não que mereça mas se posso porque não aproveitar.
É bom descansar vivo.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Efeméride

No jornal "O Público" de 29 de Agosto último recordava-se o assassínio de Atahualpa o último imperador Inca.
O facto é que Francisco Pizarro e Diogo de Almagro armaram-lhe uma emboscada e mais uma vez foi a Igreja que provocou e com essa provocação justificou o massacre de 30 mil homens, por pouco mais de centena e meia de homens que só queriam ouro e prata.
Os Incas eram muitos, mas só tinham lanças e espadas, os espanhóis artilharia, arcabuzes que cuspiam fogo, coisas que os guerreiros incas desconheciam.
E isto passou-se 33 anos depois da descoberta da América por Colombo e ainda não havia telegrafo, telefone, televisão, satélites, telemóveis, computadores e tantas outras coisas... o que me faz penssar, que o que aconteceu antes, com aquela diferença de anos, quando os barcos eram empurrados pelo vento, (quando havia) se com toda a nossa moderna tecnologia não irá acontecer um caso idêntico mas de vespera; ou já aconteceu?!
E embora hoje já seja vulgar as armas de fogo, a minha questão é que uns (muitos) têm armas que fazem pum e outros (poucos) têm armas que fazem repumpumrepumetrepum e sem que ninguém os veja.
Não posso deixar de ter esperança, mas tenho medo.